O perigo dos raios e das tempestades nas piscinas

Postado em: 13/02/2017 às 9:47

A localização geográfica do Brasil confere ao país o título de campeão mundial de raios, já que ela permite a formação de nuvens convectivas em grande parte do ano.

De acordo com uma pesquisa, 50 milhões de raios caem sobre o país todos os anos, sendo que as estações com maior incidência são a primavera e o verão, pois, nesses períodos, o ar esquenta e fica mais úmido – e essa é uma combinação essencial para a formação das nuvens convectivas.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, em média, são 111 mortes por raios por ano, sendo que 45% dos casos ocorrem no verão.

Por isso, além de todos os cuidados que são necessários ao usar a sua piscina, é preciso estar atento ao perigo dos raios e tempestades.

Conheça, a seguir, quais são os principais riscos que esses fenômenos naturais podem oferecer a quem utiliza a piscina.

O perigo dos raios e das tempestades nas piscinas

O perigo de nadar durante as tempestades

A água é uma grande condutora de eletricidade, assim como o cloro, presente nas piscinas – e essa combinação intensifica a condução. Portanto, ao estar na piscina, o banhista tem chances de atrair um raio, pois seu corpo age como um para-raios.

E os riscos são altos mesmo quando o raio atinge uma distância superior a 500 metros, pois a corrente elétrica pode ser conduzida pelas tubulações de água. Por recomendações da NLSI, as atividades aquáticas devem ser suspensas sempre que as tempestades estiverem mais próximas do que 13 km, ou seja, um intervalo entre raios menor do que 40 segundos.

De acordo com dados divulgados pela Defesa Civil, até 30% das vítimas atingidas por raios morrem, a maioria delas por parada cardíaca e respiratória, e cerca de 70% dos sobreviventes sofrem sérias sequelas psicológicas e orgânicas, por um longo tempo, como redução ou perda de memória, diminuição da capacidade de concentração e distúrbio do sono.

O que pode acontecer durante as tempestades?

Se uma pessoa que estiver próxima à descarga elétrica, ou seja, até 50 metros de distância do raio, for atingida, ela sofrerá um choque tão grande que provocará um ataque cardíaco fulminante.

Se a distância for entre 50 e 85 metros, o indivíduo terá chances de sobreviver, mas sofrerá queimaduras, asfixia e, em alguns casos, parada cardíaca.

Já a uma distância entre 85 e 125 metros do ponto de descarga, a pessoa sentirá um choque por tempo reduzido. Acima de 125 metros, a única sensação será de formigamento no corpo.

Como se proteger durante as tempestades?

Durante tempestades, saia imediatamente da piscina, pois a parte do corpo que fica para fora da água pode atuar como um para-raios, atraindo as descargas elétricas. Além disso, os elementos químicos da água são condutores de eletricidade, assim, se um raio cair em algum ponto da piscina, a energia poderá ser conduzida até a pessoa.

Apesar de muitos pensarem o contrário, roupas de borracha também não evitam os acidentes, portanto, mesmo se estiver no mar, busque um local seguro até que o mau tempo passe.

De acordo com orientação do Corpo de Bombeiros, o ideal é procurar abrigo em locais fechados e manter distância de materiais elétricos e árvores.

O que fazer para ajudar uma vítima atingida por um raio?

Conforme a Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (SBAIT), o primeiro passo é ligar para um serviço de emergência e solicitar ajuda especializada.

Sim, um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar, portanto, proteja-se antes de ajudar alguém que tenha sido atingido, espere até que o perigo imediato passe, ou remova a vítima para um local mais seguro.

Se a pessoa apresentar sinais de consciência, o ideal é levá-la para um local seguro. Caso contrário, é necessário detectar se ela está em parada respiratória ou parada cardíaca – ou até mesmo ambos.

Nesses casos, a recomendação, novamente, é buscar ajuda especializada, ligando para o 192 (ambulâncias), solicitando um desfibrilador automático e iniciar a massagem cardíaca.

Para aproveitar o verão sem riscos, a atitude prudente é, em caso de tempestades e raios, não se arriscar, sair da piscina, buscar um local seguro e aguardar até que o tempo melhore e o ambiente da piscina esteja seguro para, novamente, usufruí-lo.

Dessa forma, você garante a sua segurança e a da sua família durante a estação mais quente do ano.

Ficou com alguma dúvida sobre o risco de tomar banho de piscina durante tempestades com raios? Escreva pra gente pelos comentários e até a próxima. 

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